O PSD de Matosinhos exige à câmara municipal que garanta a qualidade do material circulante do concessionário dos transportes públicos, depois de um autocarro ter ardido hoje sem, contudo, causar feridos.

JOSÉ COELHO/ LUSA

“A irresponsabilidade continua, o risco persiste. A Câmara Municipal de Matosinhos parece acreditar que basta dizer que está tudo bem para assim o ser”, refere o presidente da concelhia social-democrata, Bruno Pereira, em comunicado.

O autocarro da Resende – antigo operador – que ardeu hoje em Matosinhos ia para abate no segundo trimestre deste ano, juntamente com “cerca de dez igualmente sinalizados”, avançou à Lusa fonte da sociedade ViaMove, nova operadora de transportes públicos do concelho.

A bordo da viatura não seguiam passageiros porque a operação ainda não tinha começado, daí ir vazio, explicou Pedro Morais, da ViaMove.

A empresa ViaMove, detida em 51% pelo Grupo Barraqueiro e em 49% pela Resende, é desde 01 de janeiro a nova operadora de transportes públicos de Matosinhos.

A ViaMove substituiu a operadora Resende, cuja concessão terminou a 31 de dezembro de 2018, e que era alvo de críticas por má qualidade dos veículos, bem como por relatos de sucessivos atrasos ou falhas de carreiras.

Na nota, o líder do PSD/Matosinhos salienta que se o incêndio tivesse ocorrido meia hora mais tarde e com passageiros no seu interior talvez o desfecho não tivesse sido esse.

“Hoje, o que se vê nas ruas de Matosinhos é que os autocarros da empresa Resende, que apresentam problemas, estão a ser alvo de pinturas a conta-gotas e continuam a circular pelas ruas”, frisou.

Segundo o social-democrata, o problema é que “o operador é novo, mas os autocarros continuam a ser velhos”, acrescentando não ser por se mudar a pintura exterior e o logótipo que “veículos demasiado antigos e degradados” passam a estar preparados para circular e transportar pessoas com conforto e segurança.

Bruno Pereira adiantou que no final do ano a autarquia, liderada pela socialista Luísa Salgueiro, anunciou com “pompa e circunstância” que a partir de 2019 tudo ficaria na perfeição no que diz respeito aos transportes públicos e que as avarias, os acidentes e os incêndios acabariam com a entrada de um novo operador, mas “nada disso aconteceu”.

Nesse sentido, o PSD exige que a Câmara Municipal de Matosinhos garanta a qualidade do material circulante do concessionário e que “deixe de ser de uma vez por todas” a fonte de problemas que causam acidentes, referindo-se, ainda, ao acidente com dois autocarros e três carros que, em 21 de janeiro, causou dois mortos e seis feridos.

“Apesar desses acidentes, a câmara continua a achar que está tudo bem”, concluiu.

Sobre o incêndio desta manhã num autocarro, o município referiu que a transformação no serviço de transportes, a renovação de frota e o recondicionamento de viaturas, resultantes da criação de um novo operador privado, está em curso até final de março, conforme tinha sido anunciado em dezembro.

“Esta não é uma transformação fácil. Está a mudar-se muita coisa em pouco tempo, até porque não podemos correr o risco de que haja falhas no serviço, que serve dezenas de milhar de utentes todos os dias”, frisou a câmara, garantindo estar a tomar as medidas necessárias junto do novo operador para que incidentes como o de hoje passem a ser “coisa do passado”, à medida que as viaturas sem condições para circular sejam substituídas.

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