Manuel Jorge Bento 08:48

Areia desaparece e deixa a nu estrutura da travessia pedonal, em Matosinhos.

Parte do passadiço da praia de Angeiras, Matosinhos, está em risco devido à erosão costeira provocada pela construção do portinho de pesca, em curso.

“Estes impactes estavam previstos. Já começa a haver alteração na dinâmica costeira e é importante que se apliquem as medidas de mitigação, como a reposição de areias, para não deixar escalar esta situação”, disse ao CM Humberto Silva, fundador da Associação Década Reversível (ADERE).

“A estrutura base do molhe de abrigo já está concluída e a areia começa a desaparecer, até que a erosão estabilize. É preciso monitorizar bem os impactes negativos para os mitigar e para não criar problemas noutros lados”, referiu Humberto Silva. “Uma intempérie mais grave poderá por em causa a estrutura do passadiço”, concluiu.

O PSD considera que “a orla marítima de Matosinhos está a saque e não há quem faça estudos coordenados”. Bruno Pereira refere, além da erosão costeira em Angeiras, a construção de um hotel na praia da Memória, Perafita, e o prolongamento do quebra-mar de Leixões, “cujo pai foi Matos Fernandes, ex-administrador da APDL e atual ministro do Ambiente.

O portinho de Angeiras, reclamado há décadas, tem cerca de 448 metros de comprimento e começou a ser construído em 2017, com um investimento total de 4,7 milhões de euros, financiado pelo Programa Operacional Mar 2020. O quebra-mar está em construção desde julho de 2018, sendo que a empreitada tem um prazo de execução de 18 meses, incluindo seis meses de paragem de inverno.

A Câmara de Matosinhos aproveitou para renovar o mercado de Angeiras.

 

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